Chuvas registradas em um período normalmente mais seco, somadas às altas temperaturas, aumentaram a atenção da Vigilância Ambiental para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya em Juara. Um dos sinais já percebidos pelo setor é a quantidade de amostras de larvas que estão chegando para análise justamente em uma época do ano em que esse movimento costuma ser bem menor.
Em entrevista à Rádio Tucunaré, a bióloga Arlete Assunção explicou que, normalmente, durante os meses de junho, julho e agosto, a Vigilância praticamente não recebe larvas para análise. Neste ano, porém, a situação está diferente.
“Hoje, a minha bancada está cheia de amostras para analisar a larva”, relatou.
Segundo Arlete, Juara registrou chuvas durante julho e também nos primeiros dias de agosto. Essas precipitações esporádicas podem deixar água acumulada em recipientes e outros pontos, mantendo ambientes favoráveis ao desenvolvimento do mosquito mesmo durante o período tradicionalmente mais seco.
Chuvas fora de época exigem atenção
A bióloga chamou a atenção para o comportamento diferente do clima neste ano. Conforme relatou, a ocorrência de chuvas em julho e a continuidade das precipitações no início de agosto fogem do cenário normalmente observado nesse período.
Para a Vigilância Ambiental, essa mudança exige que os cuidados contra o mosquito sejam mantidos mesmo durante a estação seca.
Pequenas quantidades de água que permanecem em recipientes após uma chuva podem ser suficientes para manter criadouros. Por isso, a orientação é que os moradores não associem os cuidados contra a dengue somente aos meses tradicionalmente chuvosos.
Calor também pode contribuir para novos criadouros
As temperaturas elevadas representam outro ponto de atenção. Arlete explicou que, com o calor intenso, plantas murcham mais rapidamente e acabam sendo molhadas com maior frequência.
Nesse processo, vasos, pratinhos e outros recipientes utilizados nos quintais podem acumular água e oferecer condições para o desenvolvimento das larvas.
A recomendação é observar esses locais durante a rotina de cuidados com as plantas e eliminar qualquer acúmulo de água.
Vigilância acompanha cenário para os próximos meses
A Vigilância Ambiental segue acompanhando a movimentação e recebe orientações da Secretaria de Estado de Saúde sobre as medidas que devem ser adotadas diante das alterações observadas.
Apesar de Juara apresentar em 2026 um cenário de dengue melhor que o registrado em 2025, Arlete reforçou que os cuidados precisam continuar para evitar uma nova intensificação das arboviroses no fim deste ano e no início de 2027.
Para a Vigilância Ambiental, o aparecimento de larvas em pleno período seco funciona como um sinal de atenção. Com chuvas esporádicas e temperaturas elevadas, os cuidados que normalmente ganham força no período chuvoso precisam continuar também agora, para evitar que a proliferação do mosquito avance nos próximos meses.

























































