No último dia 6, durante entrevista ao programa “Acrivale em Ação”, da Rádio Tucunaré, engenheiros agrônomos e o médico veterinário João Augusto Morelli trouxeram informações que ainda são pouco conhecidas por produtores rurais de Juara e região: a possibilidade de geração de renda por meio do crédito de carbono, inclusive para propriedades já consolidadas na pecuária.
Quase ao final do Programa, a engenheira Rose informou essa novidade que está em curso na região.
Durante o programa, os técnicos explicaram que o crédito de carbono não se limita apenas a áreas totalmente preservadas. Propriedades que possuem áreas produtivas e também reservas legais podem se enquadrar, desde que atendam aos critérios técnicos e ambientais exigidos pelos programas em implantação no Brasil.
Segundo os especialistas, o crédito de carbono funciona como uma espécie de renda de longo prazo, baseada na compensação ambiental. Empresas e instituições compram esses créditos para neutralizar emissões, enquanto o produtor recebe por manter práticas sustentáveis ou conservar áreas de vegetação nativa.
Um ponto importante destacado na entrevista é que o processo não gera retorno imediato. Os projetos costumam ter prazo mínimo de quatro anos, funcionando como uma poupança ambiental. No entanto, após a consolidação, o produtor passa a receber valores periódicos, sem comprometer sua atividade principal.
Os profissionais relataram que já existem propriedades na região do Vale do Arinos em fase inicial de projetos de crédito de carbono, com áreas superiores a mil hectares, mas reforçaram que não é uma oportunidade restrita apenas a grandes produtores. O modelo é proporcional ao tamanho da área e às características ambientais da propriedade.
Outro esclarecimento relevante feito no programa foi sobre um erro comum de interpretação. Muitos produtores acreditam que apenas áreas de mata fechada geram crédito de carbono. No entanto, áreas produtivas também podem ser consideradas, dependendo do tipo de manejo, recuperação ambiental e práticas adotadas.
Os técnicos ressaltaram que a iniciativa, em muitos casos, parte das próprias instituições financeiras, que passaram a procurar produtores com perfil adequado para esse tipo de projeto. Isso reforça que o crédito de carbono começa a ser incorporado como estratégia complementar dentro do financiamento rural.
Apesar do potencial, os convidados alertaram que o produtor deve buscar orientação técnica antes de aderir. Cada propriedade precisa passar por análise específica, com levantamentos ambientais e estudos de viabilidade, para evitar expectativas irreais.
A primeira Feira Técnica de Juara e região será realizada de 6 a 9 de maio, em Juara, dentro da programação da Arinos Show Agro, com atendimento ao público durante todo o dia. No local, produtores rurais terão acesso direto a empresas de planejamento rural, escritórios técnicos, entidades bancárias e cooperativas de crédito, que estarão disponíveis para orientar, tirar dúvidas e apresentar linhas de financiamento, investimentos e soluções voltadas ao desenvolvimento das propriedades.
A reportagem da Rádio Tucunaré e site Acesse Notícias apurou que o crédito de carbono está alinhado às políticas nacionais de redução de emissões e transição para uma economia de baixo carbono, sendo regulamentado e acompanhado por órgãos




































































