Dengue recua em Juara, mas Vigilância mantém alerta à população

Juara registra em 2026 números bem menores de notificações de dengue, chikungunya e zika em comparação com os dados fechados de 2025. Até esta quarta-feira, 14 de outubro, as três doenças somam 277 notificações, enquanto durante todo o ano passado foram 1.160 registros.

Os dados foram apresentados pela coordenadora da Vigilância Ambiental de Juara, a bióloga Arlete Assunção Ramos, durante o programa Pingo nos Is, da Rádio Tucunaré. Como 2026 ainda está em andamento, os números deste ano são parciais e podem aumentar até dezembro.

No caso da dengue, Juara contabilizou 601 notificações em 2025, ano em que também foram registrados dois óbitos pela doença. Em 2026, até 14 de outubro, são 215 notificações, 386 a menos que o total registrado no ano anterior.

Chikungunya apresenta diferença ainda maior

Entre as três doenças acompanhadas, a chikungunya apresenta a maior diferença em números absolutos. Foram 449 notificações em 2025, contra 50 até agora em 2026, uma diferença de 399 registros.

A zika também aparece com números menores. O município contabilizou 110 notificações no ano passado e 12 neste ano, até a data do levantamento.

Somadas, dengue, chikungunya e zika passaram de 1.160 notificações em todo o ano de 2025 para 277 entre janeiro e 14 de outubro de 2026. São 883 registros a menos na comparação dos números disponíveis, embora os períodos não sejam equivalentes, já que 2026 ainda não terminou.

Vigilância alerta para importância da notificação

Apesar dos números menores, a Vigilância Ambiental reforça que a população deve continuar atenta aos sintomas e procurar atendimento nas unidades de saúde quando houver suspeita de alguma dessas doenças.

Segundo Arlete, sinais como febre, dores no corpo e mal-estar podem ser confundidos com gripe e outras viroses. A procura por atendimento é importante não apenas para avaliação do paciente, mas também para permitir que os casos suspeitos cheguem ao conhecimento das equipes responsáveis pelo monitoramento.

As notificações feitas pelas unidades de saúde ajudam a Vigilância Ambiental a identificar onde estão surgindo casos e direcionar as ações de combate ao mosquito para as regiões que necessitam de maior atenção. Quando uma pessoa apresenta sintomas e não procura atendimento, essa informação pode deixar de chegar ao sistema de acompanhamento.

Os dados das notificações também são utilizados em conjunto com as informações levantadas pelas equipes de combate às endemias. A partir desse acompanhamento, o município consegue identificar áreas que apresentam maior necessidade de intervenção e intensificar as visitas.

Mesmo com a redução observada nos números disponíveis até outubro, a orientação é para que os moradores continuem verificando quintais e outros locais que possam acumular água e favorecer a reprodução do mosquito, além de permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas aos imóveis.

Fonte: acessenoticias/radio Tucunare

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